Conduzidos no caminho…

 

Salmo 119:108
Aceita, SENHOR, a espontânea oferenda dos meus lábios e ensina-me os teus juízos.

Pense na boca em si. Um órgão do corpo que tem um formato interessante e que define bordas. É frequentemente usada para outros sentidos não humanos, como a boca da calça, a boca do abismo, etc. De qualquer maneira, o salmista utiliza o termo “lábios” para as suas declarações, sem perder de vista que uma boca guarda, internamente, conteúdo. Essa visão metafórica nos ajuda a entender o texto.
Ele fala de “espontânea oferenda dos lábio”s, ou seja, seu pedido a Deus é  que o que sai de dentro de sua vida em palavras seja agradável a Deus. Para ser agradável a Deus é preciso saber o que dizer, qual o conteúdo certo. Por isso ele pede que Deus o ensine sobre os seus juízos. 
A palavra “ensinar”, no Hebraico antigo, tem um sentido interessante. Imagine um pecuarista de milênios atrás, levando um boi a puxar um arado ou a carregar algo. O homem ficava com uma vara na mão instigando o boi para que fosse para o caminho desejado. Essa figura é a figura do ensino que temos até hoje. Não se trata de instigar negativamente, mas de levar a pessoa a um caminho que não lhe é o costumeiro. Alguém que não tem polidez precisa ser ensinado a viver em comunidade; alguém que não conhece uma profissão, precisa ser ensinado a ela, costumeiramente sob certo sofrimento.
Pense na figura: o salmista diz ao Senhor que “naturalmente” não segue os juízos de Deus mas pede que o Senhor o conduza, o leve a um viver agradável a Ele.

 

Quando há um litígio entre duas pessoas, espera-se que alguém “julgue” aquele caso. O ato de julgar é o juízo. O juízo é baseado em justiça. 
O que agrada a Deus e que sai de nossos lábios? A justiça (retidão, direção, vontade) de Deus.

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