Gênesis 920-25
Noé, que era agricultor, foi o primeiro a plantar uma vinha. Bebeu do vinho, embriagou-se e ficou nu dentro da sua tenda. Cam, pai de Canaã, viu a nudez do pai e foi contar aos dois irmãos que estavam do lado de fora. Mas Sem e Jafé pegaram a capa, levantaram-na sobre os ombros e, andando de costas para não verem a nudez do pai, cobriram-no.
Quando Noé acordou do efeito do vinho e descobriu o que seu filho caçula lhe havia feito, disse:
“Maldito seja Canaã!
Escravo de escravos será para os seus irmãos”.

Parece que o ponto alto deste texto é a bebedeira de Noé e os perigos que disso advém. No entanto há um ponto aqui que merece nossa consideração: ele ficou nu, seu filho Cam o viu assim, contou para seus irmãos e Sem e Jafé foram cobrir o pai. Por conta disso Cam foi amaldiçoado pelo seu pai, bem como seus descendentes.
A nudez remonta a criação: Genesis 2:25 – O homem e sua mulher viviam nus, e não sentiam vergonha.  Isso foi antes do pecado. Mas quando pecaram contra as ordens de Deus: Genesis 3:7
Os olhos dos dois se abriram, e perceberam que estavam nus; então juntaram folhas de figueira para cobrir-se.
O pecado tirou a inocência que jamais retornará à humanidade. Não importa o quanto queiramos ser inocentes e puros, não vamos conseguir porque temos uma natureza caída, uma natureza pecaminosa.
Por toda a Bíblia lemos o quanto cobrir o corpo é importante, e foi Paulo, o apóstolo, que nos deu uma clareza imensa sobre esse tema: 1 Corinthians 12:22 – Pelo contrário, os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários; e os que nos parecem menos dignos no corpo, a estes damos muito maior honra; também os que em nós não são decorosos revestimos de especial honra.
Quais são os membros “não decorosos” do corpo? São, evidentemente, os órgãos sexuais. Então o que se faz com eles? Devem ser revestidos de “especial honra”. Ou seja, cobrimos, guardamos, escondemos do mundo, e os revelamos apenas ao cônjuge, no casamento de um homem com uma mulher.  Esse é o princípio aqui.
Veja que no Apocalipse há uma visão, ainda que metafórica, sobre o corpo, mas que revela o que se deve ter cuidado: Apocalipse 16:15 – (Eis que venho como vem o ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha.)
Os órgãos sexuais devem ser escondidos. São chamados de vergonha, não porque sejam ruins ou vergonhosos no casamento, mas porque são especiais, maravilhosos e que devem ser escondidos das demais pessoas. Somente no casamento a vida se revela inteira, corporalmente falando, e os cônjuges vivem a beleza um do outro.
Então, o que o pecado revela? Exatamente o corpo inteiro. Veja que a nudez sempre está relacionada à perda do temor do Senhor. Os pagãos se embebedam e se entregam a orgias e a nudez se revela. O adultério é a revelação do corpo para outra pessoa que não o cônjuge. O namoro com vida sexual ativa é a expressão do pecado que descortina o corpo para uma pessoa com a qual não foi feita uma aliança, e assim por diante. As palavras de Paulo nos ajudam a ver com clareza: 1 Tessalonissences 4.3-5 – Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus;
De modo prático, o corpo é coisa séria e deve ser cuidado e preservado.
Alguns conselhos aos pais para que avaliem e ensinem aos seus filhos.
1. Não fiquem totalmente nus diante de seus filhos;
2. Não se banhem com eles;
3. Sempre protejam o que deve ser tratado com honra e respeito para que seus filhos também tenham a mesma atitude, sempre, até que se casem;
4. Respeitem o corpo de seus filhos, ensinem sobre a beleza da criação de Deus, responda às suas perguntas sobre vida sexual, quando perguntarem, e mostrem o cuidado que devem ter mantendo seus corpos em santificação e honra, cuidado e proteção.

Acima de tudo, entendamos que o mundo está mergulhado na promiscuidade sexual. Em todos os lugares isso tem acontecido, inclusive nas escolas. A pregação distorcida sobre sexo está nas escolas e nos grupos de internet. Homem e Mulher são os gêneros criados e qualquer outra visão é pagã, não Bíblica, não Cristã.  Que Deus nos ajude.


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“Ampara-me, segundo a tua promessa, para que eu viva; não permitas que a minha esperança me envergonhe”. Salmos 119.116

O verbo utilizado “amparar” tem um duplo sentido: Alguém me apóia e eu me apoio em alguém. Ambos os sentidos fazem o texto explicar que pedir para Deus nos amparar é também dizer que nós confiamos nEle. Ele me ampara porque tem poder para isso. Eu me amparo nEle porque confio que Ele pode fazer isso.

Uma pessoa com o estômago vazio tem a sensação de morte. Mas quando se alimenta, se sente revigorada. Esse é o sentido da palavra “viva” no verso 116. Quando a Palavra de Deus alimenta nosso espírito, nos sentimos vivos, revigorados da morte que o mundo opera. Então ser amparado segundo a promessa, nos traz o ânimo necessário para uma vida de significado. Jesus Cristo, conversando com.a mulher samaritana à beira do poço, disse: 
 “Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva”. João 4:10
O vigor que a água traz ao sedento é o mesmo vigor que o alimento traz ao faminto.

Confiar em Deus para que me ampare e viver saciado, me traz uma esperança viva. Aguardo no Senhor para que me livre de meus inimigos.


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Salmo 119.113-115
​Aborreço a duplicidade, porém amo a tua lei. Tu és o meu refúgio e o meu escudo; na tua palavra, eu espero. Apartai-vos de mim, malfeitores; quero guardar os mandamentos do meu Deus.

O salmista rejeita dois comportamentos: a duplicidade e o ser malfeitor.
Por duplicidade entende-se aquelas pessoas que têm a mente dividida, os pensamentos não são uniformes, que são inconstantes, ou como se diz na gíria: “Maria vai com as outras”. Dependendo das pressões, a pessoa cede e se torna mais suceptível a mudar de opinião para agradar ao grupo. Esse comportamento é não apenas negativo, mas prejudicial, porque passa a imagem de um ser não confiável.

A outra palavra – “malfeitor” – revela aqueles que abraçaram as trevas, aliaram-se ao mal e assim vivem. Não conseguem agir com bondade e gentileza porque decidiram ferir os outros. São maldosos nos pensamentos e nas ações.
Somando as duas características temos um resultado desastroso: inconstância + maldade aplicada = destruição generalizada dos relacionamentos.
O que esses versos nos ensinam, então?
1. Aborreço a duplicidade: é preciso ser firme com o erro. Veja que não é odiar as pessoas, mas rejeitar as atitudes erradas. 
2. Amo a tua lei: essa é a resposta que trará os benefícios necessários a todos os aspectos da vida. É uma resposta ao dúbio, ao inconstante, o ser que enraiza-se na Palavra de Deus. Já não é uma questão de agradar a todos ou de ir aonde o vento levar, mas sim de viver completamente firmado em princípios divinos, revelados a nós pelo Senhor Deus.
3. Tu és o meu refúgio e meu escudo: aqui está o lugar seguro. Deus é quem nos abraça e nos protege. Estar seguro em Deus é ficar guardado das ondas de pensamentos e decisões humanas.
4. Na tua palavra, eu espero: Não há duplicidade nas Escrituras porque Deus não é como as ondas do mar. Ele estabelece a Sua vontade e assim deverá acontecer, porque Ele sabe o que é melhor para nós e conhece o nosso futuro.
5. Apartai-vos de mim, malfeitores: Não é uma questão de tentar mudar o mal, mas de ficar longe dele. Se alguém desejar uma nova vida, aqueles que amam a Cristo servirão de evangelistas. Mas se alguém ama o mal, deverá ficar longe… É uma questão simples da convivência humana: rejeitar o que traz a destruição.
6. Quero guardar os mandamentos do meu Deus: Novamente a resposta está em Deus e em Sua Palavra.
Que assim Deus nos ajude.


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Salmo 119.111,112
​Os teus testemunhos
são a minha herança permanente;
são a alegria do meu coração.
Dispus o meu coração para cumprir
os teus decretos até o fim.

Estamos no fim do bloco chamado de Nun (cada bloco neste salmo tem o nome de uma letra do alfabeto Hebraico). Veja abaixo que todos os versos de cada bloco se iniciam com a mesma letra (lê-se da direita para a esquerda):
O destaque que quero fazer nesses dois versos (ainda que sempre há uma ênfase à Palavra de Deus: testemunhos e decretos), está na palavra “cumprir” (ou guardar na ARA). Trata-se de um verso com aplicações bastante amplas, porque literalmente significa “fazer”. Ora, o salmista está dizendo que leva o seu coração a fazer a vontade de Deus. No entanto, o que significa “fazer a vontade de Deus”? Como conhecer a vontade de Deus?
No salmo 119 cada verso tem uma citação sobre a Palavra de Deus, utilizando sinônimos como decretos, palavra, testemunhos, justiça, lei, preceitos, mandamentos, retos juízos, etc. Então o que o Salmo 119 nos ajuda a pensar é que a base de nossas decisões está na Palavra de Deus, ou seja, a Bíblia Sagrada. Então sem conhecer, ou ao menos ler, a Bíblia, não há como se saber o que Deus quer de nós. Há uma busca necessária, essencial para a vida do cristão, que se traduz em se conhecer o que Deus revelou nas Escrituras sobre a Sua vontade para os seres humanos.
Então cumprir os decretos de Deus é obedecer a Deus, e, em uma visão mais acurada, cumprir a nossa missão na Terra sob a direção do Senhor. Qual é a sua missão na Terra?
Você já respondeu a essa pergunta? Se sim, já escreveu como sendo a diretriz do que você precisa cumprir na vida?
Não se trata de uma missão inventada, mas baseada na Bíblia e aplicada à sua vida, em particular. O salmista diz que a Palavra de Deus é a alegria da sua vida, o que significa que o “cumprir os teus decretos até o fim”, é uma razão de existência.
Qual é a sua missão na vida? Qual declaração responderia á pergunta: “para que você existe?”
É uma busca verdadeira e maravilhosa.


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Salmo 119.109,110
Estou de contínuo em perigo de vida; todavia, não me esqueço da tua lei. Armam ciladas contra mim os ímpios; contudo, não me desvio dos teus preceitos.

Literalmente esse verso começa com uma tradução assim: minha vida está continuamente em minhas mãos. O que se carrega nas mãos não está em oculto. Um tesouro nas mãos pode ser roubado facilmente. Uma vida nas mãos é uma metáfora para: estou em perigo constante.
Essa visão tão vívida de como a nossa vida é frágil está no bloco da letra “nun”, em Hebraico (os versos deste Salmo são divididos pelas letras do alfabeto), iniciando com a “lâmpada” (veja Salmos 119.105).
A luz tanto mostra o caminho como revela a vida. A fragilidade da mesma é uma realidade constante para cada um de nós e, quando pensamos que o salmista irá pedir proteção, ele diz a frase: “ todavia, não me esqueço da tua lei”. É como se ele dissesse: eu me esqueço de mim, mas não me esqueço da tua lei.
​A segurança da vida está na confiança na Palavra de Deus e no andar na luz do Senhor. Os inimigos podem armar ciladas (o que é, claramente um meio escondido de buscar a presa), mas a confiança na Palavra do Senhor nos dá a certeza de que nossa vida está nas mãos do Senhor Todo Poderoso.

No caminho da vida há lutas, armadilhas, dificuldades e sofrimentos e, sem dúvida alguma, os que confiam nos ensinamentos do Senhor não andarão às cegas.
Que o Senhor Jesus Cristo, Deus eterno, nos ajude.


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Salmo 119:108
Aceita, SENHOR, a espontânea oferenda dos meus lábios e ensina-me os teus juízos.

Pense na boca em si. Um órgão do corpo que tem um formato interessante e que define bordas. É frequentemente usada para outros sentidos não humanos, como a boca da calça, a boca do abismo, etc. De qualquer maneira, o salmista utiliza o termo “lábios” para as suas declarações, sem perder de vista que uma boca guarda, internamente, conteúdo. Essa visão metafórica nos ajuda a entender o texto.
Ele fala de “espontânea oferenda dos lábio”s, ou seja, seu pedido a Deus é  que o que sai de dentro de sua vida em palavras seja agradável a Deus. Para ser agradável a Deus é preciso saber o que dizer, qual o conteúdo certo. Por isso ele pede que Deus o ensine sobre os seus juízos. 
A palavra “ensinar”, no Hebraico antigo, tem um sentido interessante. Imagine um pecuarista de milênios atrás, levando um boi a puxar um arado ou a carregar algo. O homem ficava com uma vara na mão instigando o boi para que fosse para o caminho desejado. Essa figura é a figura do ensino que temos até hoje. Não se trata de instigar negativamente, mas de levar a pessoa a um caminho que não lhe é o costumeiro. Alguém que não tem polidez precisa ser ensinado a viver em comunidade; alguém que não conhece uma profissão, precisa ser ensinado a ela, costumeiramente sob certo sofrimento.
Pense na figura: o salmista diz ao Senhor que “naturalmente” não segue os juízos de Deus mas pede que o Senhor o conduza, o leve a um viver agradável a Ele.

Quando há um litígio entre duas pessoas, espera-se que alguém “julgue” aquele caso. O ato de julgar é o juízo. O juízo é baseado em justiça. 
O que agrada a Deus e que sai de nossos lábios? A justiça (retidão, direção, vontade) de Deus.


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Salmo 119.107
Estou aflitíssimo; vivifica-me, SENHOR, segundo a tua palavra.

O salmista entende que sem alimento ele poderá morrer. Esse é o sentido da palavra “vivifica-me”. Ninguém vive sem comida e nem sem os elementos fundamentais como oxigênio e água. O corpo humano precisa ser alimentado para poder não apenas viver mas recuperar forças em tempos de cansaço.
A aflição cansa a gente. Qualquer tristeza ou depressão cansa o corpo também. Há uma necessidade de tratamento, de cura, para que a normalidade retorne à vida. O que dá alimento constante e saudável que energiza o ser inteiro, é a palavra de Deus:
Salmo 19:7
A lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices.
Salmo 107:20
Enviou-lhes a sua palavra, e os sarou, e os livrou do que lhes era mortal.

Há um poder que emana da voz de Deus, registrada nas Escrituras Sagradas (a Bíblia) que levanta os mortos espirituais e restaura os feridos. O alimento do espírito humano é a Palavra de Deus, assim como a comida dá força ao corpo. Como o alimento é diário, e precisa ser, a Bíblia deve ser “comida” diariamente para que Deus vivifique nosso interior.
Há uma crise aqui neste verso: Estou aflitíssimo…
Assim ficamos quando passamos por crises internas e externas. E a solução é sermos reavivados, vivificados, restaurados pela Palavra de Deus.


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Salmo 119.102-106
102 Não me aparto dos teus juízos, pois tu me ensinas.
103 Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca.
104 Por meio dos teus preceitos, consigo entendimento; por isso, detesto todo caminho de falsidade.
105 Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos.
​106 Jurei e confirmei o juramento de guardar os teus retos juízos.

“Tu me ensinas” – No Hebraico Antigo, esta palavra “ensinar” é interessante. A raiz, em pictografia, tem o significado de “a mão do homem”. Quando alguém pedia uma informação sobre o caminho a seguir, alguém mostrava como dedo para onde ir. Esse direcionamento deu origem a essa palavra aqui descrita (yarah). A palavra de Deus nos indica o caminho sempre, dando a direção, trazendo sabor à vida, orientado a vivermos na verdade (e não na falsidade), e ilumina nosso andar. Não há insegurança quando se anda na palavra do Senhor.
Um dos versos mais conhecidos dos amantes da Bíblia é esse 105: Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos. Com certeza ele expressa muito bem com uma imagem bastante clara, sobre o que as Escrituras fazem conosco: Iluminação, luz, lâmpada. 
Uma pessoa andando no escuro poderá tropeçar ou cair em algum buraco ou armadilha, mas se estiver segurando uma lâmpada, a luz emitida iluminará o caminho e trará a segurança necessária para a sua proteção.
Nos tempos antigos do Oriente havia também o perigo de se cair em algum esgoto a céu aberto ou excrementos na estrada. Por isso todos andavam com uma lâmpada; não era uma opção. 
Se olharmos para os nossos dias veremos que temos mais cuidado nas ruas e estradas, com o saneamento público, mas, infelizmente, isso não é verdade quando se trata da vida moral do povo. O progresso não melhorou as relações humanas e nem trouxe saúde para as palavras. Mais e mais há violência verbal, tratamento chulo, palavras vazias revestidas de intelectualidade. A palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, é poderosa para iluminar nosso caminho para que evitemos cair nas imundícias de nosso tempo.
Disse sempre que o Salmo 119 traz uma referência à palavra de Deus em cada verso. É impressionante o poder dessas palavras para nos orientar no dia a dia. Leia a Bíblia!


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Quanto amo a tua lei! É a minha meditação todo o dia!
O teu mandamento me torna mais sábio do que os meus inimigos, porque eu o tenho sempre comigo.
Compreendo mais do que todos os meus mestres, porque medito nos teus testemunhos.
Sou mais entendido do que os idosos, porque guardo os teus preceitos.
De todo mau caminho desvio os meus pés, para observar a tua palavra.

Na prática, o que significa andar nos caminhos descritos na Bíblia?
Para muitos, é o consolo que as Escrituras trazem, e isso é totalmente verdade.
No entanto a Bíblia nos ajuda a termos SABEDORIA, e sabedoria tem a ver com o “como viver”. O Salmista declara que fica mais sábio que os inimigos, mais do que os mestres e mais do que os idosos. Interessante a abordagem, porque:
a. Ser mais sábio do que os inimigos o livra dos perigos, e se mantém protegido e saudável;
b. Ser mais sábio do que os mestres o leva a sair da teoria e viver intencionalmente os ensinamentos de Deus;
c. Ser mais sábio do que os idosos é declarar que toda a sabedoria experimentada da vida, não se aproxima da sabedoria adquirida diretamente de Deus.

Os caminhos do mundo são de maldade e egoísmo, de interesses escusos e abusivos. Viver é uma aventura e tanto e o necessário é ter algum mapa que nos proteja. Este mapa é a Bíblia, a Palavra de Deus. O salmista diz que medita nela o dia todo. É como ter um farol que ilumina o caminho, uma lâmpada que esclarece onde pisamos. Saber o que Deus quer é uma coisa. Saber e obedecer, é outra: De todo mau caminho desvio os meus pés, para observar a tua palavra”.
Observar é estar atento, tomar precaução, tomar cuidado, etc. Essa é a base para a obediência. Observar o que Deus nos ensina nas Escrituras é levar tão a sério como à própria vida.
Um outro significado de observar é guardar. Por exemplo, Adão foi colocado no jardim para o “guardar”. Qual é a relação de observar com guardar, proteger?
Os pastores, à noite, precisavam proteger o seu rebanho dos predadores. Então construíam um curral para que todos os animais estivessem “guardados” e, consequentemente, protegidos. O rebanho estaria constantemente sob os olhos do pastor, tanto para o alimento, quanto para a proteção.
Observar as Escrituras e guardá-la no coração, nos protege totalmente, de perigos constantes, de más intenções, de “predadores da verdade”. Somos um rebanho que pode descansar porque o Pastor Bondoso está sempre atento. O que precisamos é nos submeter a esse cuidado.


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Sou teu; salva-me, pois eu busco os teus preceitos. 
Os ímpios me espreitam para me destruir, mas eu considero os teus testemunhos.
Tenho visto que toda perfeição tem o seu limite; mas o teu mandamento é ilimitado.

A força do relacionamento é o pertencimento. Humanos pertencem a famílias, grupos de interesse, de trabalho ou de esportes. Com Deus o pertencimento é a base da fé, porque estabelece a filiação. Somos filhos de Deus, se nEle cremos.
João (1.11-14) deixou claro que:
(JESUS) “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”.
JESUS é o Unigênito do Pai, ou seja, o filho único, mas ao ressuscitar é chamado de “primogênito de entre os mortos” (Ap 1.5), o que indica que outros filhos seriam chamados de filhos de Deus e também ressuscitarão no último dia.
Ser filho ou filha requer fé. Não é para quem nasceu nesta ou naquela família, mas para quem crê o nome do Senhor. Essa filiação é por adoção, não por criação.

O relacionamento advindo deste pertencimento à família de Deus gera uma intimidade com a Palavra do Senhor. Temos visto que cada verso do Salmo 119 tem alguma referência aos mandamentos, preceitos, estatutos, etc. Neste verso 96 a intimidade com a Palavra de Deus gera uma admiração sem precedentes. Por isso os que creem na Bíblia e a leem devocionalmente ficam reféns desta atitude de respeito sem fim. Diz o salmista: “Tenho visto que toda perfeição tem o seu limite; mas o teu mandamento é ilimitado.”
O sentido raíz da palavra “perfeição” é “completo”. Uma terra arada e plantada dará frutos que estarão “perfeitos” para a colheita. A idéia não é a perfeição sem defeitos, mas aquilo que é completo. Nesse sentido até o que é completo tem limites, mas jamais a Palavra de Deus.
Nela encontramos tudo o que precisamos, sempre: Deuteronômio 29:29
“As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei”.


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Salmos 119
​92 Não fosse a tua lei ter sido o meu prazer, há muito já teria eu perecido na minha angústia.
93 Nunca me esquecerei dos teus preceitos, visto que por eles me tens dado vida.

As aflições são comuns em nossa vida. Pense no homem do passado que vivia somente em função de sua plantação. Desde arar a terra até o tempo da colheita, teria que manter seus olhos fixos na terra. De igual maneira seu gado precisava de atençao constante. Por isso muitas vezes contava com um abrigo que construia para ficar longe do brilho do sol e poder ver com tranquilidade a sua produçao.
Essa é a raiz da palavra “aflição”, aqui descrita. Portanto ao olhar atentamente para o seu trabalho, o homem produziria um sulco entre os olhos. Essa depressão gerou o sentido de estar aflito ou deprimido.
​O que nos ajuda a vencer as aflições do mundo é estarmos imersos na Palavra de Deus. Ela nos dá direção, consolo, esperança e nos ajuda a enfrentar as dores que temos na Terra.
Seguir nosso coração, ou as tendências da sociedade são erros crassos, determinados ao fracasso. Seguir as Escrituras Sagradas é a força que nos leva a uma vida de vitórias.

Uma pergunta que precisa sempre ser feita é: O que tem me levado a sentir essa aflição? E então buscar resolver as causas de forma sistemática. Querer só tratar as consequências poderá nos levar a hábitos prejudiciais. É como sempre tomar remédios para dores, sem saber o que causa as dores.
Andemos em total seriedade com a Palavra de Deus, pois ela nos levará a conquistas e soluções que nem sequer havíamos pensado existirem.


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89 Para sempre, ó SENHOR, está firmada a tua palavra no céu.
90 A tua fidelidade estende-se de geração em geração; fundaste a terra, e ela permanece.
​91 Conforme os teus juízos, assim tudo se mantém até hoje; porque ao teu dispor estão todas as coisas
​Salmo 119

No Salmo 11.3 lemos:
Ora, destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?
As ideologias imorais têm buscado exatamente isso: destruir os fundamentos da vida, da família, da fé cristã, dos valores educacionais. Leia-se aqui Antonio Gramsci e seus seguidores!
O que se passa hoje em nosso mundo é uma lenta e constante destruição de valores. O que era errado ontem, é certo hoje. O que era vergonhoso ontem, é arte hoje. O que era promíscuo ontem é liberdade hoje!
O Salmista, aqui no Salmo 119, declara algo que temos que refletir e guardar no coração diariamente: Para sempre, ó SENHOR, está firmada a tua palavra no céu.
A palavra de Deus não é uma regra de religião e culto, mas ética e moral para o ser humano. Tudo o que está escrito nas Escrituras é para o nosso bem e para a edificação das gerações. Se esses valores forem desprezados, colheremos o pior possível, as maldições, as consequências terríveis da rebeldia.
90 A tua fidelidade estende-se de geração em geração; fundaste a terra, e ela permanece.

​91 Conforme os teus juízos, assim tudo se mantém até hoje; porque ao teu dispor estão todas as coisas
Esses três versos enfatizam exatamente o que precisamos no século 21: 
– A imutável Palavra de Deus;
– A fidelidade do Senhor para com os seus seguidores e as gerações por vir;
– A necessidade de obedecermos a Deus para uma vida em ordem.

Medite nas verdades de Deus nas Escrituras Sagradas, siga ao Senhor Jesus, ame-o totalmente, e colha os frutos da verdade que liberta.
Com amor
​Pr. Nasser


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Estamos chegando na metade do Salmo 119. Que maravilha ler cada verso e perceber o quanto Deus está cuidando de nós. e que não precisamos ter medo.
Vale lembrar algo maravilhoso que acontece com esse salmo. Veja a imagem acima e perceba (lendo da direita para a esquerda), que cada um dos versos de 81 a 88 começa com a mesma letra do alfabeto Hebraico. Assim é o Salmo inteiro, sempre em blocos de letras do alfabeto.
A letra deste grupo de versos é a Kaph e pictograficamente é representada pela “palma da mão”. Daí vários significados mnemônicos:  
– Sola do pé, dobrar, curvar (a forma da palma aberta), tigela, ramo da palmeira (a palma em curva), domar, subjugar – flexionar a vontade. 

Olhe agora para a sua mão e a mova de esticada a curvada. Veja a “tigela” que forma, o cuidado quando você segura um pouco de água ou quando quer proteger algo precioso.
Assim é a palavra kaph aqui nesse grupo de versos. Leia:
81  Desfalece-me a alma, aguardando a tua salvação; porém espero na tua palavra.
82 Esmorecem os meus olhos de tanto esperar por tua promessa, enquanto digo: quando me haverás de consolar?
83 Já me assemelho a um odre na fumaça; contudo, não me esqueço dos teus decretos.
84 Quantos vêm a ser os dias do teu servo? Quando me farás justiça contra os que me perseguem?
85 Para mim abriram covas os soberbos, que não andam consoante a tua lei.
86 São verdadeiros todos os teus mandamentos; eles me perseguem injustamente; ajuda-me.
87 Quase deram cabo de mim, na terra; mas eu não deixo os teus preceitos.
88 Vivifica-me, segundo a tua misericórdia, e guardarei os testemunhos oriundos de tua boca.

Em Português não vemos a letra Kaph iniciando cada verso, mas percebemos o seu significado nas palavras do salmista quando clama a Deus por proteção, salvação, consolo, segurança, etc.
É como se ele dissesse: Deus, por favor, me coloque em uma de suas mãos e cubra-me com a outra!
Uma figura maravilhosa, importante, necessária, porque fala ao meu e ao seu coração agora mesmo. A necessidade de ser “guardado” pelo Senhor diante da perseguição.
Com amor
Pr. Nasser


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Envergonhados sejam os soberbos por me haverem oprimido injustamente; eu, porém, meditarei nos teus preceitos. Voltem-se para mim os que te temem e os que conhecem os teus testemunhos. Seja o meu coração irrepreensível nos teus decretos, para que eu não seja envergonhado. 
​Salmos 119.78-80

Uma das declarações bíblicas que atacam os soberbos é essa:  Tiago 4.6
“Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”.

No salmo 119.78 a palavra hebraica para soberba é ZED. A raiz tem o significado tanto de presunção quanto de uma “sopa fervente”. Eu gosto demais dessas figuras apresentadas pelo Hebraico, porque uma sopa que ferve dá a idéia de como a soberba é visível, destruidora, presunçosa. O caminho para que estejamos protegidos contra a soberba é, nesse Salmo, apresentada no verso 80: Seja o meu coração irrepreensível nos teus decretos, para que eu não seja envergonhado”.
Por “irrepreensível” compreende-se o ser “inteiro”. Isso significa que o pecado da soberba deixa buracos na alma. O ser inteiro, pleno, reto, é ser uma pessoa que trata com os seus erros de forma séria e comprometida com Deus, em arrependimento e mudança de vida.

Ser irrepreensível não é ser perfeito. Ser irrepreensível é ser uma pessoa que não pode ser repreendida porque foi perdoada ao pedir perdão a Deus e mudar de atitude. O caminho para não ser envergonhado na vida, é ser irrepreensível diante de Deus (por seu relacionamento com Jesus Cristo e sua expiação de pecados) e diante das pessoas. Veja que entre o verso 78 e o 80 há um conteúdo maravilhoso para nos livrar da soberba:  “Voltem-se para mim os que te temem e os que conhecem os teus testemunhos”.
O temor do Senhor nos leva à humildade, ao coração que conhece a Palavra de Deus e nela descansa. Quem não teme a Deus vive de si para si, só maquinando benefícios pessoais.

O salmista busca a Deus, se esconde nEle e medita nas Escrituras, para poder suportar aos ataques dos presunçosos, que se levantam como donos da verdade, como sábios em tudo e que destróem tudo o que aparece em seu caminho. O exemplo de Jesus Cristo, nosso Senhor, precisa ser seguido constantemente: Mateus 11.29
“Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma”. (grifos meus)

Que seja assim
Pr. Nasser


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Salmos 119.75-77
Bem sei, ó SENHOR, que os teus juízos são justos e que com fidelidade me afligiste. Venha, pois, a tua bondade consolar-me, segundo a palavra que deste ao teu servo. Baixem sobre mim as tuas misericórdias, para que eu viva; pois na tua lei está o meu prazer.

Confiança em Deus é um mistério para que não a experimenta no dia a dia. O salmista sabe que a aflição pela qual passou é fruto de um trabalho de Deus em sua vida. Ele diz que recebeu essa dor com a certeza de que o Senhor o amparou com a Sua fidelidade. É a gratidão de um filho que com lágrimas nos olhos agradece aos seus pais por o terem repreendido. Parece incoerência ou medo, mas na verdade é a segurança de um relacionamento firmado pelo amor imutável e infinito.
Todos passamos por dores, por sofrimentos variados. Todos enfrentamos dificuldades em relacionamentos e traições de amizade e companheirismo. Mas aquele que confia que Deus o está sustentado, passa pelas lutas com a certeza de que há consolo e graça, força e vitória.
Não vencemos apenas quando levantamos os braços em declaração de que o oponente foi vencido, mas também quando, machucados, olhamos para o Senhor e nos alegramos porque Ele está ali, pertinho, segurando nossos braços cansados e enxugando as nossas lágrimas quentes que descem pela face.

Bem sei, ó SENHOR, que os teus juízos são justos  – é a confiança de que Deus julga retamente. Ainda que sejamos injustamente tratados neste mundo, Deus irá julgar a todos, com justiça e fidelidade.
Venha, pois, a tua bondade consolar-me, segundo a palavra que deste ao teu servo – A palavra de Deus tem poder de cura, de vida, de criação. Ele disse e o mundo foi feito. Ele continua a falar e nossa vida é transformada.
Baixem sobre mim as tuas misericórdias, para que eu viva; pois na tua lei está o meu prazer – o que promove os fundamentos da nossa vida é a Palavra de Deus. Uma vez que ela esteja como centro de princípios para as nossas decisões, estaremos firmados, estabelecidos.

Seja assim sobre nós, Senhor.

Com amor
Pr. Nasser


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Salmos 119:74
Alegraram-se os que te temem quando me viram, porque na tua palavra tenho esperado.

John Donne foi um poeta e clérigo da Igreja da Inglaterra no Sec. 17. Um de seus trabalhos publicados enquanto ele viveu (1624) foi “Devotions upon Emergent Occasions, and several steps in my sickness”, onde se lê:
“Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”.

John Donne, doente, meditava sobre o sofrimento e a morte. Suas palavras ficaram famosas e foram usadas por outros autores, como as frases: Nenhum homem é uma ilha, e Por quem os sinos dobram.

A beleza desses versos é que nos remete não apenas ao significado da vida humana, mas de suas relações interpessoais. Ninguém vive só e nem morre só. Há uma interação real e poderosa entre a humanidade que nos livra de vivermos de forma independente e solitária. Precisamos uns dos outros, influenciamos uns aos outros, e o que nos sucede afeta a todos.

Viver com esse pensamento nos faz meditar no salmo 119.74: Alegraram-se os que te temem quando me viram, porque na tua palavra tenho esperado.
O salmista sabe que a sua vida interage positivamente com os que estão ao seu redor, de modo a alterar as emoções dos que também temem a Deus. Sua fé e esperança no Senhor e em Sua Palavra, trazem alegria.
Duas vertentes me chamam a atenção:
1. As reações dos que temem ao Senhor
2. As reações dos que não temem ao Senhor (por inferência).
Quem ama a Deus e nele deposita a sua fé, se alegra com o testemunho de sua família espiritual. Há uma interação imediata, uma reação que só a fé explica. No entanto, isso não tem sido verdade entre os que não temem a Deus, que não creem no Senhor. Há uma espécie de incômodo gerado pela vida de fé, de bom testemunho, de alegria diante do sofrimento, que os cristãos produzem no mundo. Daí as perseguições e ameaças com reações diversas em intensidade.

A verdade é que se as reações são positivas ou não, a vida de temor a Deus e de obediência à Sua Palavra é sempre positiva e gera frutos perpétuos. Quem espera no Senhor pode até ser martirizado pela incoerência e maldade dos outros, mas o seu legado viajará pelas gerações. Pode o sofrimento acontecer de modo leve ou não, mas o testemunho de fé e amor atingirá corações abertos à verdade de Deus, e produzirão frutos reais e maravilhosos.

Os sinos tocarão por todos nós. Eles anunciam que a morte não escolhe gente que teme a Deus ou que não O teme. Mas declaram também que nossa vida passará por um escaneamento profundo de pensamentos e atitudes, e o que o que será nela encontrada definirá nosso destino final. Não são as convicções declaradas que definirão o resultado do juízo final, mas a total entrega ou não a Deus, em Cristo, da vida e ações. Quando os sinos tocarem eles anunciarão a igualdade que permeia a humanidade, de que na morte somos iguais, mas que temer a Deus, nele confiar e para Ele viver, é o diferencial eterno.

Com amor
Pr. Nasser


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Salmos  119:73
As tuas mãos me fizeram e me afeiçoaram; ensina-me para que aprenda os teus mandamentos.

Ao lermos as palavras do Antigo Testamento não atentamos para significados ocultos, porque não conhecemos a língua Hebraica e nem a cultura que habita por detrás das letras.

O salmista fala de que Deus nos criou e nos estabeleceu. A palavra, aqui traduzida como “afeiçoaram” tem uma raiz muito interessante. Literalmente o significado é o de: ter algo firmado no lugar.
As letras desta palavra, no Hebraico Antigo, em pictografias, nos levam a uma raiz de apenas duas letras: Uma é uma palma de mão. A outra é uma semente. A idéia, quando colocadas juntas, é que a semente se abrirá depois de germinar na terra e sairá formando um caule que é sustentado pela sua raiz. Daí a palavra “estabelecido, firme, firmado”. 
Pense numa pequena árvore que vai crescer e se mostrar ao mundo. Ela só ficará em pé porque terá raizes fortes. Se não as tiver, então cairá, será derrubada pelos ventos e chuvas. Mas uma árvore frondosa que resiste a tantos embates do tempo, tem raízes que a sustentam.

Voltemos para o verso acima: “As tuas mãos me fizeram e me afeiçoaram; ensina-me para que aprenda os teus mandamentos”. 
Há uma via de mão dupla aqui: Deus nos fez e nos estabeleceu, nos sustenta, mas o faz também através dos seus mandamentos. 
Sem os mandamentos de Deus os seres humanos se perdem e são derrubados. Sem raiz profunda, a árvore não subsistirá.
O que nos sustenta é a Palavra de Deus e não as nossas interpretações da vida. Somos quem somos por conta da nossa identidade criada por Deus.
Afeiçoar é dar feição a; moldar.
Assim Deus nos fez e nos molda a uma vida linda, determinada por Sua vontade eterna. Sem Deus agimos como perdidos buscando abrigo e direção. Com Deus e a Sua Palavra, temos um porto seguro, uma certeza, um descanso firme e estabelecido.

Que Deus nos dê sabedoria
Pr. Nasser


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Salmos 119.71,72
Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos.
​Para mim vale mais a lei que procede de tua boca do que milhares de ouro ou de prata.

O que você aprendeu da última aflição que teve? Sim, porque aflição é algo que acontece com todos nós. Somos afligidos pela vida, pela sociedade, pela perda de foco, pela ignorância com que agem aqueles que andam longe da Palavra de Deus.
O que aprendemos mostra onde está o nosso tesouro.
O salmista declara que o seu aprendizado gerou um confronto de valores: entre as riquezas e a lei de Deus. O que vale mais?

Já vimos que a palavra “anah”, traduzida aqui por “aflição” tem sua origem no sulco formado pelo olhar de um agricultor diante de um campo de plantação. O olhar focado que procura detalhes franze os olhos e gera esse sulco acima do nariz.
O interessante é que a aflição faz a mesma coisa. Quando temos algo que nos afeta, mostramos na face, nos olhos, nos sulcos que formamos como uma reação ao sofrimento. Nesse verso 71 o salmista diz que foi bom ter sido afligido. Teve proveito a sua dificuldade: ele aprendeu os decretos de Deus.
Mas e quando o sofrimento tem como resposta a reclamação e as blasfêmias? O que essa reação mostra ao mundo?
Mostra que nossos valores estão longe dos reais valores inatingíveis pelos ataques do mundo.

Novamente a pergunta: o que você aprendeu da última aflição pela qual passou?
Valores são essenciais para a vida, porque eles é que irão definir nosso comportamento. Quando os valores encontram nossas atitudes, demonstramos integridade. E isso é o que vemos nesse salmo inteiro, e aqui nesses dois versos, bem salientado.
A integridade do salmista aparece quando a aflição acontece.

O que você aprendeu?
Com amor
​Pr. Nasser


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Salmos 119.69,70
Os soberbos têm forjado mentiras contra mim; não obstante, eu guardo de todo o coração os teus preceitos.
​Tornou-se-lhes o coração insensível, como se fosse de sebo; mas eu me comprazo na tua lei.

Dois corações diferentes são aqui descritos: o do adorador e o do orgulhoso.
O do orgulho é insensível e forja mentiras. Nada tem a ver com os preceitos e lei de Deus.
O do adorador se compraz na lei de Deus e guarda os Seus preceitos.

A diferença é total. Mas onde reside tamanha diferença?
Segundo esses dois versos, o coração do orgulho é “taphash” como “cheleb” (palavras do Hebraico). Literalmente é “gordo” como “sebo ou gordura”. Ora, o que essas palavras evocam em nossa imaginação? A de “escorregadio”, com certeza.
O coração do soberbo é escorregadio, cheio de escapatórias, sem caráter, sem escrúpulos, insensível. Esse é o coração do orgulhoso, do soberbo, daquele se se acha acima dos simples mortais.

Já o coração do adorador é simples: refugia-se na Palavra de Deus e nela tem prazer. Essa figura é bem explorada em todo o salmo 119 e aqui não é diferente. O que o adorador, o seguidor de Jesus Cristo tem de diferente é que o seu coração foi resgatado por Cristo, foi transformado por um milagre acontecido na cruz e na ressurreição.

Pessoas que não conhecem a Jesus Cristo discutem se a ressurreição aconteceu ou não, historicamente. Mas o que deveriam pensar é: por que milhões de pessoas ao redor do mundo afirmam que tiveram o seu coração (seu ser interior) transformado pelo poder de Deus? As evidências da ressurreição estão por toda a parte.

A vitória de Jesus Cristo na cruz e vencendo a morte é a base de um novo coração, uma nova vida, uma pessoa que nasceu de novo. Nada a ver com o soberbo.

Com amor de Jesus, o Cristo vivo
Pr. Nasser


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Salmos 119.68
Tu és bom e fazes o bem; ensina-me os teus decretos.

Marcos 10:17,18
E, pondo-se Jesus a caminho, correu um homem ao seu encontro e, ajoelhando-se, perguntou-lhe: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna? 
Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus.

O homem rico busca ajuda para aliviar suas culpas e dores desejando saber o que fazer para herdar a vida eterna. Assim muitos querem, também, saber qual é o segredo da felicidade eterna e qual caminho tomar para chegar lá.
A resposta de Jesus é uma pergunta, em primeiro plano, que põe em xeque a compreensão daquele homem:
– por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus.

Deus é bom e faz o bem. Essa declaração do salmista é utilizada por Jesus, o Filho de Deus, o Deus encarnado, o Senhor e Salvador. O rico homem deveria conhecer a Deus e não buscar mais atividades religiosas. Não é o que fazer, mas a quem conhecer!

A resposta do salmista à declaração que fez é uma só: porque Tu és bom, ensina-me os Teus estatutos. Quero aprender a agir em bondade e não buscar o meu próprio bem-estar. Quero aprender com o Senhor, no caminho da vida, e descobrir os valores que não são aqui da Terra.

O homem rico, na sequência do texto, ao ser ensinado por Jesus a praticar os mandamentos, disse que agia assim desde a sua juventude. Sua compreensão da vida estava na prática dos mandamentos, mas… será que realmente os cumpria?
Então, o Senhor Jesus o desafia:
E Jesus, fitando-o, o amou e disse: Só uma coisa te falta: Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então, vem e segue-me. (Marcos 10:21)
Aquele homem, assim como muitos hoje, estava longe da real compreensão sobre as questões espirituais: 
1. Não conhecia ao BOM Deus, ainda que buscasse praticar os Seus mandamentos;
2. Não compreendia a razão dos mandamentos existirem, ou seja, a BONDADE de Deus.

O salmista resume: Tu és bom e fazes o bem. 
O homem rico não compreendeu isso, por isso Jesus o AMOU, e o desafiou a dar o que tinha aos pobres. Ou seja, não há bondade sem Deus e não há Deus na vida, sem a prática da bondade.
​- Ensina-me os Teus decretos…

Com amor
Pr. Nasser


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Salmos 119:67
Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra.

Imagine uma terra sendo preparada para a plantação. Os sulcos são abertos para receberem as sementes. O agricultor está em pé, olhando para os sulcos formados e também forma uma depressão entre os seus olhos por olhar atentamente.

A palavra “anah”, traduzida aqui como “afligido”, tem sua raiz nesse olhar do agricultor. Um olhar que procura saber se tudo está certo com a sua terra. Um olhar que cria um sulco entre os olhos.
O salmista diz que essa aflição lhe trouxe uma grande benção: mas agora guardo a tua palavra. Antes andava errado, antes havia pecado em sua vida, mas agora há um novo caminho a ser percorrido.
Entre ambas as situações, a aflição é que gerou a beleza de uma nova vida. Assim tem sido também para muita gente. Um sofrimento que traz arrependimento, gera uma vida nova. Uma dor que nos leva aos pés de Cristo, traz uma nova vida. A plantação acontecerá e a colheita será maravilhosa.
Os sulcos são pressões, humilhações na vida, que geram uma necessidade de mudança. A mesma palavra é utilizada em Deuteronômio 8.3 e é traduzida por humilhar:
“Ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conhecias, nem teus pais o conheciam, para te dar a entender que não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do SENHOR viverá o homem”.

Essa humilhação trouxe benção, uma nova visão de vida, novos valores e caminhos serenos. Deus é quem nos sustenta, quem nos carrega no colo quando não temos mais forças. Ele nos humilha através das situações desta terra que são tão aflitivas. Ele permite que tenhamos esses sulcos para nos recordarmos das Suas palavras e a guardarmos no coração.
O que realmente vale a pena está além da visão.
Com amor
Pr. Nasser


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Salmos 119.65,66
Tens feito bem ao teu servo, SENHOR, segundo a tua palavra.
​Ensina-me bom juízo e conhecimento, pois creio nos teus mandamentos.

O apóstolo João escreveu:
Nós amamos porque ele nos amou primeiro. 1João 4.9
Se apenas reagirmos às ações de Deus em nossas vidas, já teremos feito muito bem para nós mesmos e para a sociedade.
O bem que Deus nos faz é o primórdio do relacionamento. O amor que Deus nos dá, também o 
é. Assim, o que fazemos é tentar reagir da mesma maneira às expressões carinhosas e santas do Senhor.

A sociedade atual odeia a Deus. Isso não é novo, pois a história nos relata os absurdos nessa área. O ódio é tanto, cumprindo o que Paulo, o apóstolo, diz em 2Tes 2.3,4, sobre uma das características do antiCristo:
“Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus”. (grifos nossos).

Se um comediante quer ser engraçado, fala de Deus e de Jesus de modo jocoso. Se uma exposição quer ser conhecida, traz imagens e “artes” com motivos de Cristo. Se algum movimento quer aparecer, fomenta algo religioso ligado à cruz ou aos evangelhos.
Enfim, a estratégia do diabo é a mesma: “Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo”. Is 14.13,14.

Ou seja, ao invés dos seres humanos seguirem a reação natural ao chamado amoroso de Deus, unem-se ao inimigo e reagem com ódio à cruz. Bem, o apóstolo Paulo já havia nos avisado:
“Irmãos, sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós. Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas. Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas”. Fil 3.17-21

Os inimigos da cruz vociferam, reagem de modo violento contra os seguidores de Jesus Cristo, e ainda acreditam, piamente, que vivem a melhor de todas as verdades, mas o destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia…,

O salmista no Salmo 119 diz: Tens feito bem ao teu servo, SENHOR, segundo a tua palavra.
​Ensina-me bom juízo e conhecimento, pois creio nos teus mandamentos,
e claramente declara em alto e bom som: Deus me tem feito o bem, eu quero viver os seus mandamentos, conhecê-lo mais, viver para Ele. Assim vivem os que há muito deixaram de reagir negativamente ao amor de Deus e a Ele se entregaram de todo o coração. De soldados do inimigo, se converteram em discípulos de Cristo.

Com amor
Pr. Nasser


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Salmos 119:64
A terra, SENHOR, está cheia da tua bondade; ensina-me os teus decretos.

A palavra bondade, aqui nesse verso, é raiz da palavra Betesda, que descreve, no Novo Testamento, a cura de um paralítico (João 5). Betesda significa “casa de misericórdia” ou “bondade”. Mas a mesma palavra no Hebraico, também significa “vergonha”, “reprovação”, “pena”. Vê-se que a Casa da Bondade também é a Casa da Vergonha, para onde os doentes eram levados, reprovados pela sociedade. Ali houve graça, bondade e misericórdia.

Diz o salmista que a terra está cheia da Bondade de Deus. Se usarmos a mesma linha de raciocínio poderemos nos referir às palavras de Paulo aos Romanos: “…mas onde abundou o pecado, superabundou a graça” (5.20), que traz essa mesma oposição de significados. Onde há muito pecado, vergonha e desgraça, há uma certeza: Deus age com bondade, misericórdia, e graça. Esse paradoxo é real em nossa vida, sempre.

A terra está cheia de tristeza e desgraça, de angústia e dor. A essa mesma Terra, veio o Senhor Jesus trazendo a Sua bondade e graça, transformando a desesperança, em esperança e fé. Diante de tanta dor existente em nosso mundo, há sempre uma mensagem que prevalece: Deus enviou o Seu Filho ao mundo para que o mundo fosse salvo por Ele.

Trabalhamos tanto para termos um “lugar ao Sol”, mas Deus trabalhou demais, através de Seu Filho, para vivermos eternamente. Não mais um espaço na terra, mas uma nova terra, inteiramente resgatada e renovada pelo Seu poder e Presença.

Por isso o salmista pede: ensina-me os teus decretos.  
Para podermos viver nesse paradoxo entre o temporário e o eterno, entre o sofrimento e a cura, temos que renovar a nossa mente através do estudo sistemático e devocional das Escrituras Sagradas. Somente quando nos convertemos a um novo modo de pensar, entendemos que a bondade de Deus nos ajuda a viver nesse vale de dores, e que a graça do Senhor Jesus é quem nos liberta do tanque dos desvalidos.

A graça de Cristo é plena e verdadeira, real e edificante. Em Cristo podemos viver nesse mundo com o coração no céu esperando nosso resgate eterno e pleno, no dia que Ele quiser.
Com amor
Pr. Nasser


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Salmos 119:63
Companheiro sou de todos os que te temem e dos que guardam os teus preceitos.

Eclesiastes 4.9,10
Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. 

O verso 63 do Salmo 119 nos apresenta uma verdade muito importante: amizade verdadeira tem sua base sólida em princípios eternos.
Chamamos de amigos aqueles a quem conhecemos, com quem trabalhamos, com quem saímos em programações. Mas será que realmente eles são amigos?

A amizade verdadeira precisa de um elo de ligação entre as pessoas, e esse elo é o temor do Senhor.
As amizades ligadas apenas por interesses pessoais ou trabalho ou mesmo afinidade, têm um limite de ação e, muitas vezes, são trituradoras de vida e santidade. Veja, por exemplo, os amigos que saem para beber, ou aqueles que estão juntos apenas quando há interesse financeiro.
O salmista, entretanto, introduz um novo conceito: amizade com aqueles que temem a Deus. 
O Senhor Jesus Cristo chamou seus discípulos de amigos: 
“Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer”. Jo 15.13-15.

O que caracterizava a amizade de Jesus com os discípulos?
a. Amor verdadeiro e sacrificial. 
b. Obediência ao Senhor
c. Comunicação aberta e franca sobre Deus e a Sua palavra.

Veja que essas características só subsistem no ambiente do temor do Senhor. Sem isso, não há amizade. Há companheiros/conhecidos que se unem por afinidades.

Não é o que define o salmista.

Com amor
Pr. Nasser


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